Par√° ONDA DE CALOR

Calorão afeta cidades paraenses

Nos √ļltimos dias, pelo menos nove cidades das regiões Sul e Sudeste tiveram temperaturas at√© 5 graus acima da m√©dia, em uma tend√™ncia cada vez maior de clima extremo.

Por (Luiza Mello/ Diário do Pará)

19/11/2023 às 10:12:18 - Atualizado h√°
Clima está cada vez mais quente devido a influência de fenômenos como o El Niño e as mudanças climáticas | FOTO: Wagner Santana

O calor extremo, com temperaturas de at√© 5 graus acima da m√©dia, afetou, nos √ļltimos dias, pelo menos nove munic√≠pios da região Sul e Sudeste do Par√°. Diante da forte onda de calor que atinge o Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu o alerta vermelho de "grande perigo" em diferentes estados e essa √°rea do Par√° foi inclu√≠da no alerta. O pico ocorreu na semana que passou, mas, antes disso, em setembro, a mesma região recebeu alerta amarelo para 17 cidades. Essa onda atingiu 2.707 cidades do pa√≠s, ou mais da metade da população, afetando mais de 116 milhões de brasileiros.

Meteorologistas e climatologistas indicam que, com a influ√™ncia de fen√īmenos globais como o El Ni√Īo e com o agravamento das mudanças clim√°ticas, ondas de calor extremo estão cada vez mais presentes no Brasil. Bel√©m, por exemplo, teve pico de 34 graus nos √ļltimos dias e a temperatura alta deve permanecer, segundo o Inmet.

O calor excessivo na maioria das regiões do pa√≠s pode estar relacionado ao "domo de calor", fen√īmeno marcado pelo aprisionamento de uma grande massa de ar quente numa determinada região, que impede a chegada de frentes frias ou chuvas e faz os term√īmetros subirem drasticamente. De acordo com o Inmet, o fen√īmeno El Ni√Īo altera os padrões de circulação atmosf√©rica (ventos), transporte de umidade, temperatura e chuvas, em particular em regiões tropicais.

"Os t√≠picos impactos do fen√īmeno El Ni√Īo no Brasil incluem aumento da probabilidade de ocorr√™ncia de d√©ficit de chuvas e aumento das temperaturas em parte das regiões Norte e Nordeste, e aumento da probabilidade de excesso de chuvas em partes da região Sul", informa o Instituto Nacional de Meteorologia.

De acordo com o Instituto, a temperatura m√©dia atingiu recorde no Brasil pelo quinto m√™s seguido. As temperaturas ficaram acima da m√©dia hist√≥rica em julho, agosto, setembro, outubro e at√© a segunda quinzena de novembro, segundo o Inmet que vem realizando uma an√°lise meteorol√≥gica espec√≠fica para o Brasil, utilizando dados de temperatura m√©dia do ar das estações meteorol√≥gicas espalhadas por todo o territ√≥rio nacional.

O pico da onda de calor acontece quando o fen√īmeno atinge a maior abrang√™ncia, isto √©, com o maior n√ļmero de estados impactados pela massa de ar seco. Durante esse per√≠odo tamb√©m são registradas as temperaturas mais altas.

A meteorologista do Climatempo, Maria Clara Sassaki, explica que, ap√≥s o pico da onda, as temperaturas começam a baixar gradualmente. "As temperaturas devem começar a baixar pelo estado de São Paulo e, at√© o in√≠cio da semana que vem, amenizar no restante do Brasil", prev√™.

Apesar do calorão dos √ļltimos dias, a previsão clim√°tica para o Brasil para o restante do m√™s de novembro e dezembro, e ainda de janeiro de 2024 indica maior probabilidade de chuva abaixo da faixa normal entre o Leste, Centro e na faixa Norte do Brasil, com maiores probabilidades sobre alguns pontos dos estados do Par√°, Amazonas, Maranhão, Piau√≠ e Bahia.

Fonte: DOL
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