O Centro de ReferĂȘncia Especializado de Atendimento à Mulher – Maria do ParĂĄ é quem encabeça a campanha em parceria com o Conselho da Condição Feminina, a Vara da ViolĂȘncia Doméstica, o Ministério Público (MP), a Delegacia da Mulher (Deam), o ParaPaz, o Abrigo de Mulheres, a Polícia Militar, a OAB/Subseção Santarém, universidades e a Prefeitura de Santarém, por meio de suas secretarias municipais de AssistĂȘncia Social, Saúde e Educação.


De acordo com a secretĂĄria municipal de Trabalho e AssistĂȘncia Social, Sandra Santana, este ano, foi incluído na campanha ações voltadas ao público específico como o Maria da Penha vai a Feira, Maria da Penha vai a empresas, Maria da Penha vai a escola e Maria da Penha Itinerante nas comunidades ribeirinhas, quilombolas e planalto.


"Serão ações pontuais muito importantes, além de desenvolvermos a divulgação para os nossos serviços socioassistenciais. Quanto mais pessoas souberem que sua atitude salva, mais mulheres serão salvas. É importante que todos nós possamos ajudar disseminando essa campanha nos 4 cantos da cidade", destacou Sandra Santana.


A coordenadora do Centro Maria do ParĂĄ, Poliana Braga, reforçou que a campanha vai até o dia 31 de agosto sensibilizando crianças, adolescentes e idosos de que as mulheres tĂȘm direitos. "O Maria do ParĂĄ trabalha ao ano trĂȘs campanhas importantes: o MĂȘs Mulher empoderada em março, Agosto LilĂĄs e os 16 Dias de Ativismo que acontece em novembro e dezembro, todas com o objetivo de proteger as mulheres para que saiam da violĂȘncia e possam ter uma vida de esperança."


"É um trabalho gratificante, nós sabemos que o problema da violĂȘncia contra a mulher é um problema extremamente grave, infelizmente ainda hĂĄ uma incidĂȘncia muito grande. Toda política pública que é voltada para isso é de suma importância, conscientizar sobre isso é fundamental, antes de tudo a gente precisa fazer uma mudança comportamental, não adianta só criminalizar, só prender, fazer a parte criminal, a gente tem que falar sobretudo sobre uma mudança de mentalidade, mudança de comportamento em relação a mulher", avaliou Andreza Sousa, Delegada da Mulher.


A Juíza titular da vara da violĂȘncia doméstica de Santarém, Carolina de Cerqueira Maia, destacou que é importante que a mulher que possa estar sofrendo algum tipo de violĂȘncia procure ajuda.


"Muitas vezes essa mulher não estĂĄ preparada para procurar a delegacia, e ela não precisa se sentir acuada por isso, ela pode procurar a rede social dela, e não estou falando de Instagram e WhatsApp, estou falando de sua família, seus amigos, e procurar um suporte psicológico no Centro de ReferĂȘncia Maria do ParĂĄ, Semtras, Creas, e essa rede de proteção conseguir dar suporte a ela, para que ela então, procure a delegacia e registre a ocorrĂȘncia policial e então, essa ocorrĂȘncia ser levada a justiça, ou então procurar o Ministério Público que também tem suporte", observou a juíza.